Domingo, Setembro 20, 2009

a cada poema
- e sei como é difícil -
tento evitar me transformar em um poeta pós-moderno
dos que escrevem versos cujo sentido apenas eles podem compreender


é como se se tratasse de
pessoalidades e verborragias calculadas

se bem que, sejamos justos,
talvez um interessado pegue um rabo de significado oculto
talvez, por sorte, de um auto-sarcasmo saia uma genialidade (pode apreciar, mas considere-a um erro)


suspeito, no entanto, que nem o próprio autor é capaz de se entender duas semanas depois



(ponderando bem,
não me entendo nem hoje)

Quem

Diogo Guedes
Minhas mãos suam em contato com a vida.
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